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domingo, 30 de setembro de 2012

NOTA DO SINDICATO DOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS

NOTA DE REPÚDIO AO TRATAMENTO DISPENSADO AOS MANIFESTANTES DO DIA 28 DE SETEMBRO DE 2012 NA PRAÇA MANOEL ANDRÉ, EM ARAPIRACA

O movimento estudantil organizado, assim como movimentos sindicais realizam atos públicos para mostrar à sociedade a realidade de suas Instituições e cobrar dos poderes constituídos melhores condições de funcionamento, isto em qualquer lugar do nosso Brasil.

Não é diferente em Alagoas, não é diferente em Arapiraca, não é diferente com a Uneal. Como em outros momentos, a Uneal realiza atos públicos com o caráter pacífico e democrático de quem vive em um ambiente marcado pela formação e construção do saber, e utiliza estes atos como forma de dialogar com a população e mostrar a realidade da instituição ao Governo.

A motivação destes atos realizados pelas entidades representativas é levar ao conhecimento a situação em que se encontra a Universidade e reafirmação da Instituição como um patrimônio do povo alagoano. Mobilizações estas que ocorrem em todas as cidades onde existe a Uneal, de Santana do Ipanema à União dos Palmares, de Palmeira dos Índios à São Miguel, na Capital e na própria cidade de Arapiraca.

Técnicos e Alunos da Universidade realizaram mais uma manifestação pública neste dia 28 de setembro de 2012 como forma de luta pela Educação no nosso Estado. Que precisa urgentemente avançar nos índices de avaliação educacional. A situação mais insatisfatória da Educação no País é ainda em Alagoas, e infelizmente tivemos regressão no resultado do Ideb, enquanto o Brasil cresceu.

Com toda a certeza estas pessoas que vão as ruas sejam alunos, técnicos, professores, estudantes secundaristas, em todos os momentos constroem esta instituição que só por esta luta se transformou em Universidade Pública Estadual, Gratuita e de Qualidadeem nosso querido Estado de Alagoas, onde o filho do trabalhador sonha em ter um futuro digno do cidadão Alagoano.

Neste dia 28, no ato público realizado pelas entidades manifestantes do ato foram agredidos por pessoas ligadas, direta e indiretamente, ao Governo Estadual. O sentimento daqueles que pugnam por esta instituição e vão as ruas para reclamar o que lhes é direito é de indignação. 

Lamentamos que esta equipe de agressores, que chacotearam fisicamente, verbalmente, atentando contra o princípio democrático do diálogo, que rasgaram faixas e cartazes dos manifestantes da comunidade acadêmica, roubaram celulares é ainda equipe ligada a Professor da Uneal. Fato triste para toda a comunidade acadêmica que vê na instituição a esperança de um futuro melhor.

LUTAMOS POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE, PARA TODO O POVO ALAGOANO. TODA A POPULAÇÃO TEM O DIREITO DE CONHECER A HISTÓRIA DESTA INSTITUIÇÃO AGUERRIDA, DE LUTA, DE CONSTRUÇÃO, A FAVOR DO POVO E ESTA POPULAÇÃO DEVE TER A OPORTUNIDADE DE SONHAR COM MELHORES DIAS.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

OPINIÃO OFICIAL DO PCDOB SOBRE A GREVE DA PM PARA CONHECIMENTO DA MILITÂNCIA.

Governo adota medidas para manter a ordem durante greve da PM

O PCdoB declarou hoje que apóia as medidas adotadas pelo Governo da Bahia para manter a ordem no estado, após o clima gerado pela greve da Polícia Militar. O movimento iniciado há dois dias, ganhou força nesta sexta-feira (3/2), com a adesão de cerca de 10 mil policiais, segundo o Comando da PM. Boatos sobre arrastões, saques e assaltos levaram Pânico à população, obrigando o Estado a pedir ajuda de Força Nacional de Segurança, que já enviará cerca de 500 homens para a Bahia até este sábado.

Estas e outras medidas serão explicadas à população pelo governador Jaques Wagner, que fará um pronunciamento nesta sexta-feira, às 20h, em cadeia regional de rádio e TV, sobre a situação da segurança pública no estado. Em sua fala, o governador reafirmará, com veemência, que o governo da Bahia está adotando todas as providências no sentido de assegurar o pleno estado de direito democrático, a segurança e a tranquilidade da população.

O governador coordenou, ao longo de todo o dia, as ações que vêm sendo tomadas pela Secretaria de Segurança Pública para por fim ao movimento de parcela da Polícia Militar. Nesta sexta à tarde, o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, também se reuniram com o comandante da VI Região Militar, general Gonçalves Dias, para definir a participação do Exército no reforço à segurança no estado.

Solidariedade

Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (3/2), o presidente do PCdoB na Bahia e deputado federal, Daniel Almeida, solidarizou-se com o Governo do Estado na adoção de medidas para manter a ordem, após o clima instalado em Salvador e no interior do estado, após a deflagração do movimento de policiais militares. “O PCdoB condena veementemente todos esses atos de vandalismo registrado na capital e em algumas cidades do interior. Reafirmamos nossa solidariedade, apoio e compromisso com o governador Jaques Wagner e todo o seu Governo com as ações tomadas para a manutenção da ordem e garantia da tranquilidade e dos direitos dos cidadãos baianos”, destacou.

Ainda de acordo com Almeida, o PCdoB reconhece o legítimo direito de as categorias reivindicarem melhorias salariais e benefícios para os servidores, inclusive a PM, que presta serviço tão relevante à Bahia. No entanto, observa, é importante e necessário valorizar o espaço de negociação, “que deve ser feita respeitando o Estado, a democracia e, principalmente, os direitos dos cidadãos. Os atos que presenciamos nos últimos dias mostram que esses valores não estão sendo considerados por esse grupo de policiais”, disse o dirigente comunista.

O partido defende que é preciso investir na negociação como forma de chegar a um acordo proveitoso para todas as partes, acabando assim com o clima tenso que se espalha pelo estado.

Greve

A greve foi decretada em assembléia no final da tarde de terça-feira por integrantes da Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra), que desde então estão acampados na sede da Assembléia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A Aspra reivindica o pagamento da GAPV (gratificação por atividade policial), a regulamentação do pagamento de auxílio acidente e adicionais de periculosidade e insalubridade, entre outros itens.

O comandante-geral da PM, Alfredo Castro, reconhece a existência de defasagens salariais, mas alega que o governo vem paulatinamente recuperando as perdas.

Na manhã de ontem, a Justiça decretou a ilegalidade da greve e o retorno imediato ao trabalho, mas os grevistas não acataram a determinação judicial. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, caso seja necessário, os agentes federais permanecerão até o Carnaval de Salvador, que começa no próximo dia 16 de fevereiro. A Bahia tem 31 mil policiais e a estimativa é de que um terço deles esteja em greve.

PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL